Pov de Pedro
Só de imaginar meu irmão frente a frente com a psicopata que quase o matou, faz meu sangue ferver, mas o que posso fazer contra essa coisa? Foi pensando nisso que fui pra faculdade, eu estava com a cabeça quente demais pra pensar nas matérias que eu teria.
Assim que chegamos, fomos direto para uma lanchonete, como eu não havia comido direito e sabia que Daygo também não, resolvi nos permitirmos ter uma refeição em paz, nem que fosse por alguns minutos.
Fizemos nossos pedidos, não demorou nada e logo paguei e fomos direto para uma mesa de canto. Não sei, mas depois desse acontecido eu passei a ver as pessoas a minha volta com outros olhos. Assim que nos sentamos, Daygo já começou a falar mais que a boca como sempre.
_ Porque essa cara? Te conheço e sei que não é boa coisa. – Ele disse bebendo um gole de seu café.
_ Sei-la cara... Essas pessoas... – Eu disse olhando ao redor.
_ Não começa com suas neuras Pedro, por favor. Ficar pensando em quem é humano ou não só vai te deixar mais bolado e relaxe... Eu sou humano ok. – Ele disse fazendo graça.
_ Nossa Daygo... Sério? – Eu disse revirando os olhos irônico. – Mas o fato é que temos que ficar de olho, não tô a fim de virar jantar de algum professor, funcionário ou aluno daqui.
_ Pra quem era cético e agora está aí se borrando de medo... Cadê aquele Pedro forte e corajoso que conheci no jardim de infância?
_ Acho que ficou perdido quando a mãe morreu naquele assalto...
_ Não diga isso beleza? Você foi forte em assumir todas as responsabilidades cedo demais pra ajudar o irmão mais novo e ainda ter as melhores notas. – Ele disse me dando um soco leve no braço. – Você é o cara!
Ficamos por ali por uns vinte minutos e assim que ouvimos o sinal tocar fomos direto pra faculdade, hoje nossa manhã seria cheio.
Pov de Lucas
Eu estava de bobeira no computador jogando quando me assusto com a campainha tocando, mas quem poderia ser uma hora dessas? Logo pausei o jogo e fui ver quem era e logo tratar de dispensar, pois queria voltar para meu jogo que estava bem interessante. Desci as escadas depressa e ao chegar na porta, apenas a abri e tive uma grande surpresa, Sara. Mas o que ela estaria fazendo aqui?
_ Oi. – Ela disse com seu jeitinho meigo.
_ O que você está fazendo aqui? – Eu disse me afastando conforme ela vinha em minha direção.
_ Vim saber como você está... Fiquei preocupada com você.
_ Tá de sacanagem comigo? – Eu disse irritado. – Você quase me mata e tem a petulância de vir a minha casa ver se estou bem? Eu quase virei o seu lanchinho! – Eu disse indo para o mais longe dela. – Vai, diz logo o que você quer e vá embora!
_ Pra falar a verdade... Eu vim aqui terminar o que eu comecei... – Ela disse com um sorriso diabólico nos lábios. – Agora você sabe o que sou... É perigoso os humanos saberem de nós...
_ Garota... Você é realmente louca!
_ Nunca... – Ela disse se aproximando perigosamente de mim, me fazendo virar o rosto. – Me chame... – Ela disse lambendo o meu rosto. – De louca! – Ela disse dessa vez se afastando rapidamente e deixando sua kagune a mostra.
Eram quatro tentáculos de dar medo, eu não sabia o que fazer, estava apavorado. Ela foi muito rápida e em questão de segundos, um deles perfurou minha clavícula e me ergueu como se eu não pesasse nada. Nisso ouvi um barulho e a voz de Pedro me chamando, Sara olha pra trás com aquele mesmo sorriso macabro, seus olhos estavam vermelhos, eu estava vendo a merda que iria dar. Ela apenas se virou novamente pra mim e veio rápido me dando outra mordida. Logo acordei assustado com Pedro me chamando. Eu estava todo soado e muito ofegante, tudo parecia tão real... Não demorou muito para que Pedro abrisse a porta do meu quarto.
_ Oi... Tudo bem por aqui?
_ Acho que sim... – Eu disse confuso me sentando na cama. – Que horas são?
_ Já são cinco horas... Desculpe a demora, é que tive que resolver algumas coisas lá na clínica.
_ Tudo bem. – Eu disse me levantando. – Então vá tomar um banho e preparar algo pra comer. Eu vou tomar um banho e depois vamos pra casa da Sara.
_ Certo. – Ele disse saindo. – Precisávamos resolver logo isso.
Pov de Daygo
Estava um clima pesado dentro do carro, Pedro dirigia, eu estava sentado ao seu lado e Lucas estava atrás, então resolvi ligar o rádio, um pouco de barulho pra animar seria bom. Fui passando as estações e não tinha nada bom, até que encontro Basket Case do Green Day e logo aumento o som.
Pedro me olha estranho, já Lucas dá um sorriso e começa a cantar animado, esse garoto sim, sabe como se divertir. Logo começo a cantar com ele também, nada melhor como uma ótima música pra levantar o astral. Em quinze minutos já estávamos em frente ao condomínio de Sara, Pedro diz que é amigo do Samuel, o cara interfonou, trocou algumas palavras e logo nossa entrada foi liberada.
O cara nos indicou o endereço, não estávamos surpresos, mas aproveitamos isso para pegar o rato dentro da toca, só tínhamos que torcer para que Sara estivesse em casa.
Assim que chegamos, fomos logo saindo de dentro do carro, tínhamos que ser rápidos.
_ Espere! – Eu disse segurando os dois.
_ O que foi? – Lucas disse estranhando minha atitude.
_ Isso está fácil demais... E se for uma armadilha?
_ Com certeza é uma armadilha seu idiota! O cara nem nos conhece e já vai nos liberando assim? Ele tá achando que somos lanchinho, agora vamos, temos muito o que resolver. – Disse Pedro nervoso.
_ Vocês dois fiquem calmos, nada pode dar errado. – Eu disse tentando tranquilizá-los.
Ao nos aproximarmos da porta, logo a mesma foi aberta e um rapaz loiro, de porte atlético entra em nosso campo de visão, estávamos frente a frente de Samuel, era tudo ou nada, só teríamos que contar com a sorte naquele momento, pois o cara era um Ghoul e eu tinha que proteger meus dois amigos a todo custo.

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